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O Teatro de Robertos
representa, seguramente, uma das tradições mais antigas das artes
cénicas, não só na sua vertente portuguesa e europeia, mas também nos
heróis populares do oriente. De facto, a origem desta forma de arte
popular de representação remonta, na tradição europeia à Commedia dell'
Arte italiana do século XVI e não parece ser improvável que as tradições
orientais tenham tido, de alguma forma, influência na evolução deste
tipo tradicional de representação. |
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No entanto, apesar do
teatro de Robertos ter conhecido um assinalável êxito até,
sensivelmente, à década de sessenta do século XX, não só através dos
pavilhões que incorporavam as feiras e romarias como também nas praias e
cidades, sobrevive, hoje em dia, graças aos testemunhos que chegaram até
nós de uma forma fragmentária e até mesmo controversa, deixados pelos
mestres bonecreiros Domingos Bastos Moura e António Dias e pelo
proprietário de um dos famosos pavilhões (Pavilhão Mexicano), Manuel
Rosado. A S.A.Marionetas, tendo tido o privilégio do contacto directo
com o Mestre António Dias, um dos últimos fantocheiros populares
portugueses, recriou, a partir do seu testemunho, duas peças - “O
Barbeiro” e “A Tourada”. Mais recentemente, e procurando
preservar esta forma de arte tradicional, a companhia recuperou mais
duas peças do repertório de Teatro de Robertos - “A Rosa e os 3
Namorados” e “O Castelo dos Fantasmas”. Pretende-se assim, não deixar desaparecer o teatro de Robertos, enquanto herança cultural portuguesa. |
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Bonecreiro: José Gil Construção de Bonecos e Adereços: José Gil Costureira: Maria Luísa Gil Desenho: Natacha Pereira Pesquisa: Sofia Vinagre e José Gil Produção: S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos |
Técnica: Marionetas de luva |
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Programa *1 |
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