2018
As Guerras Do Alecrim
e Mangerona
Construção de marionetas e cenários. Apoio à manipulação e manipulação

Elenco, Lisboa, 2018 | Arquivo S.A.Marionetas

Arquivo S.A.Marionetas

Arquivo S.A.Marionetas

Elenco, Lisboa, 2018 | Arquivo S.A.Marionetas
Ficha Artística
Encenação / Adaptação: Carlos Antunes
Direção de manipulação: José Manuel Valbom Gil
Direção Musical: Marcos Magalhães
Desenho de luz: Rui Monteiro
Assistente de encenação: Margarida Antunes.
Elenco
Dom Fuas: André Lacerda (tenor)
Tibúrcio: António Machado (ator)
Fagundes: Carla Vasconcelos (atriz)
Dona Cloris: Joana Seara (soprano)
Semicúpio: João Fernandes (baixo)
Dona Nize: Luísa Cruz (atriz/mezzo - soprano)
Dom Gil Vaz: Marco Alves dos Santos (tenor)
Sevadilha: Susana Gaspar (soprano)
Lancerote: Tiago Mota (baixo)
Marionetistas
José Manuel Valbom Gil
Natacha Costa Pereira
Ricardo Barceló
S.A.Marionetas
Construção de Marionetas: Natacha Costa Pereira, José Manuel Valbom Gil, Sofia Olivença Vinagre
Figurinos: Sofia Olivença Vinagre
Costura: Birinha Lopes e Maria Luísa
Pintura de Cenários: Natacha Costa Pereira
Estruturas cénicas: José Manuel Valbom Gil
Apoio à produção: S.A.Marionetas – Teatro e Bonecos
Os Músicos do Tejo
Direção: Marcos Magalhães e Marta Araújo
Direção musical: Marcos Magalhães
Edição e reconstrução da partitura: Márcio Páscoa (cedida para uso exclusivo d'Os Músicos do Tejo)
Orquestra
Violinos: Sara Llano (concertino), Álvaro Pinto, Romeu Madeira, Lígia Vareiro, Rui Cristão
Viola: Pedro Braga Falcão, Lúcio Studer
Violoncelos: Ana Raquel Pinheiro, Pedro Massarrão
Contrabaixos: Pedro Wallenstein, Vicente Magalhães
Oboé: Jacobo Dias
Trompas: Paulo Guerreiro, Jerôme Arnouf
Cravo: Marta Araújo
Assistência à produção da orquestra: Joana Ramos
Agradecimentos
CESEM, Prof. Manuel Pedro Ferreira, David Cranmer, Biblioteca Nacional de Portugal, oficina de cultura
Coprodução
Cistermúsica e Artemrede
Financiamento Programa Operacional Centro 2020
Classificação etária: M/6
Duração: 180 mint (com intervalo)
Guerras do Alecrim e Mangerona, de António José da Silva, foi representada pela primeira vez no Teatro do Bairro Alto, no carnaval de 1737, com música de António Teixeira e com recurso a marionetas. Obra central deste dramaturgo português, as Guerras do Alecrim e Mangerona são herdeiras de uma tradição do teatro Ibérico, que tinha nesta época muita presença nos pátios de comédia da cidade de Lisboa. É deste mundo que emana a sátira social recorrendo a arquétipos de personagens como criados, baixa nobreza com suas aspirações à riqueza e estatuto, médicos e juízes. No entanto, a indicação de que esta se trata de uma “Ópera Joco-Séria” por parte do seu autor, põe-na já em relação com a nova corrente da Ópera Italiana que se ia introduzindo nos teatros da Corte. É, assim, não apenas uma comédia de crítica social, mas também uma crítica aos novos padrões de teatro.
O enredo está cheio de meandros e confusões que, em conjunto com os diferentes caracteres das personagens, geram a meandricidade. Assim, temos dois caça-dotes, D. Gilvaz e D. Fuas, que se cruzam na rua com duas irmãs, D. Cloris e D. Nize, e logo se declaram interessados em conquistá-las. Ambas se declaram pertencentes a dois ranchos rivais, o do Alecrim e o da Mangerona, estabelecendo-se assim a rivalidade entre os dois rapazes pela conquista das suas amadas. Eles fazem-se acompanhar por Semicúpio, ardiloso criado de D. Gilvaz, que se enamora logo por Sevadilha, criada das duas irmãs.
Logo descobrem que D. Cloris e D. Nize são sobrinhas do abastado D. Lancerote, que planeia casar uma delas com o seu sobrinho D. Tibúrcio, tornando-se o principal obstáculo aos planos dos pretendentes. Valendo-se de esperteza e ardis, o criado Semicúpio decide ajudar D. Gilvaz na sua conquista, concebendo formas de o infiltrar na residência de D. Cloris. Por sua vez, D. Fuas conta com o auxílio de Fagundes, a idosa criada de D. Lancerote.
Sucedem-se várias tentativas por parte de Semicúpio e Fagundes (com a conivência de Sevadilha) para aproximar os dois casais e de promover o encontro em casa das jovens, longe do conhecimento do idoso tio. Para tal, recorrem a estratégias como entradas através de caixas aparentemente assombradas, vestem-se os rapazes de mulheres, de médicos e até de juiz, para tudo terminar em vitória final, ordenando o "juiz" Semicúpio que se casem D. Gilvaz com D. Cloris, D. Fuas com D. Nize e ele próprio, Semicúpio, com Sevadilha, pondo assim fim às guerras entre o rancho do Alecrim e o da Mangerona.

Cartaz do espetáculo | Arquivo S.A.Marionetas
APRESENTAÇÕES
2018
Cine-Teatro d'Oliva Monteiro (Cistermúsica) – 28 jul – 21:00 – Alcobaça
Pátio do Palácio do Marquês de Pombal – 29 jul – 21:00 – Oeiras
2º MANOBRAS – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
Teatro-Cine de Pombal – 14 out – 16:00 – Pombal
Cineteatro Paraíso – 19 out – 21:30 – Tomar
Cine-Teatro S. João – 20 out – 21:30 – Palmela
Local a anunciar – 21 out – 21:00 – Abrantes
