2008
Tempestade
Encenação, construção de marionetas e cenários.
Apoio à manipulação e manipulação.




Criação
S.A.Marionetas e PuppetLink
A ideia para o Theatre of Glass surgiu em 2007, fruto de uma parceria entre a S.A.Marionetas (Portugal) e a PuppetLink (Reino Unido), cujos diretores artísticos – José Gil e Clive Chandler – se inspiraram na possibilidade de criar teatro de sombras através da projeção de luz através de vidro. Com a colaboração dos artistas do Crisform e da Atlantis Crystal em Portugal, esta ideia concretizou-se na inovadora produção de Tempestade.
Da mesma forma que apresenta técnicas experimentais de teatro de sombras, Tempestade apoia-se na música original para criar a sua história e dinâmica. Os compositores e músicos criaram a música com instrumentos tradicionais, som manipulado informaticamente e instrumentos criados especificamente para esta produção – taças e carrilhão de cristal, vibrafone de vidro e saltério de duplo cordame.
Um agradecimento especial a Janine Christley, do Festival Internacional do Vidro de Stourbridge, pelo encorajamento e incentivo para este trabalho, e a Catarina Carvalho, do Museu do Vidro da Marinha Grande.
Ao longo de vários meses, para tornar possível a estreia de Tempestade, as companhias trabalharam nos dois países desenvolvendo novas técnicas de teatro de sombras a uma escala cinematográfica, usando marionetas de vidro, areia e água, projetando as sombras através da movimentação de pontos de luz num ecrã de
7 m x 5 m.
Em simultâneo, em Portugal, designers e mestres vidreiros da mundialmente conhecida Atlantis Crystal (Cós) e do Crisform (Centro de Formação Profissional para o Setor da Cristalaria – Marinha Grande) criaram as marionetas para o espetáculo.
Uma eclética instrumentação é utilizada pelos músicos-compositores, inglês e português, para criar a música que guia o espetáculo. Inclui taças de cristal com e sem água, carrilhão e vibrafone de vidro, guitarras elétricas e acústicas, sons manipulados por um granulador (programa informático) e saltério — uma espécie de harpa medieval. A maior parte destes instrumentos (em vidro, madeira, cordas e Perspex) foi concebida para criar impacto tanto quando projetada como quando tocada.
Tempestade é fiel às temáticas abordadas na peça The Tempest, de Shakespeare, mas é, no essencial, um espetáculo não verbal. Apesar de apresentar fragmentos de linguagem poética, a história é contada com imagens e sons. Com a mistura de Shakespeare, teatro visual original, teatro de marionetas e de sombras, manipulação de objetos, e música tradicional e contemporânea, destina-se a um público adulto e jovem (maiores de 9 anos).
Theatre of Glass
Diretor artístico: Clive Chandler
Direção de manipulação: José Gil
Produtores: Sally Rew e Sofia Vinagre
Músico-compositor: Edward Briggs
Músico: Hugo Trindade
Atores-manipuladores: Marcus Fernando, José Gil, Tina Hofman, Natacha Costa Pereira e Sofia Vinagre
Design de Ariel: Hugo Amado – Atlantis Crystal
Artistas vidreiros: Nelson Dinis, Rita Barata e Joana Silva – Crisform
Criação de marionetas: José Gil
Técnico de iluminação: Jim Duncombe
Técnico: Chris Cuthbert
Vitrais: Rachel Elliott
Ilustrador: John Crane
Saltério: Paul Baker
Vibrafone de vidro: Jim Doble – Elemental Design
Estudantes de música: Michael Hukins e Sarah Price
Fotografia: Marcus Fernando
Coprodução: S.A.Marionetas e PuppetLink
Tempestade tem o apoio de Arts Council England Lottery, Calouste Gulbenkian Foundation, PRS Foundation, Instituto Camões, Câmara Municipal de Alcobaça, Câmara Municipal da Marinha Grande, Museu do Vidro da Marinha Grande, Crisform, Atlantis Crystal, TFT.Teleinformática, Ad-Lib Aluguer Som e Luz, William A. Cadbury Charitable Trust e The Sir Barry Jackson Trust.
Agradecimentos: à direção da PuppetLink Ltd, Hagley Catholic High School, Cine-Teatro de Alcobaça e Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça.

